Algo aqui me disse que esse seria o melhor ano da minha vida. E não sei assim o foi. Mas é fato que o ano não se foi. Se foi, ficou.
Ficou reservando pra mim algumas mentiras, ilusões. Ficou comprando com bajulações.
Sumiu, zumbiu, deixou.
Deixou-me sozinha nos meus sonhos inúteis, na minha ingenuidade tola e estampada.
Iludiu, puniu, criou.
Criou possibilidades ainda não pensadas, alguns amores desiguais. Criou-me a rotina efêmera e duradoura.
Tirou, abriu, lembrou.
Lembrou-me de dias doces e pequenos, de verdades destemidas, das manhãs que não voltam atrás.
Se foi, ficou.
Ficou, se indo.
Algo aqui me diz que ele vai ter que passar.



